Centenário da chegada dos Descalços no Sudeste















Pequeno histórico da chegada dos frades Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil

3. A região que margeia o rio Sapucaí

No extremo sul de Minas uma muralha verde dá as boas vindas a quem chega. A Serra da Mantiqueira, que tem seu nome originado do 'Amantikir' e significa "montanha que chora", com suas matas fechadas, foi um grande desafio para os primeiros desbravadores. Os índios foram os primeiros habitantes das serras, como comprovam as inscrições rupestres e os sítios arqueológicos. Depois vieram os bandeirantes em busca de ouro, seguindo o trajeto do rio Sapucaí, cujo nome deriva das sapucaias -- árvores que crescem em suas margens, e que nasce próximo aos municípios de Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo, e deságua no rio Grande, no município de São José da Barra, próximo à hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais. Nas suas margens vão nascendo pequenos povoados (Bom Repouso, Bueno Brandão, Cachoeira de Minas, Cambuí, Camanducaia, Conceição dos Ouros, Consolação, Córrego do Bom Jesus, Estiva, Extrema, Gonçalves, Inconfidentes, Itapeva, Paraisópolis, Sapucaí-Mirim, Senador Amaral, Tocos do Moji e Toledo, etc).













Os bandeirantes que foram para a região em busca do ouro, não o acharam (ele se encontrava mais ao centro das Gerais). Depararam, porém, com terras férteis e rios generosos. As cidades da região do Sapucaí e da Serra da Mantiqueira mantêm os hábitos de vida simples. Estão presentes nesse cotidiano o fogão a lenha, as quitandas, o queijo artesanal, doces, geléias e pães, além dos pratos típicos da apreciada cozinha mineira. Nestas paragens, as mãos do povo montanhês expressa em arte sua cultura e sua visão de vida através do barro, da palha, da madeira e do tecido. A arte também revela, nas festas típicas da região, a fé daquela gente.
Foi nesta região que os Carmelitas Descalços da Província Romana são enviados em Missão no ano de 1911.

Centenário da chegada dos Descalços no Sudeste














Pequeno Histórico da chegada dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil

2. A Província Romana

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Depois da morte de Santa Teresa (1582), a Ordem dos Carmelitas Descalços se estendia na Itália com as fundações dos conventos de Gênova (1584) e de Santa Maria da Scala em Roma (1597). No dia 13 de Novembro de 1600, Clemente VIII decretava o nascimento da Congregação Italiana de Santo Elias. A nova Congregação teve uma prodigiosa expansão. No Capítulo Geral de 1617, em 12 de maio, foi dividida em seis províncias, entre as quais a da Província Romana, com o título da Purificação de Maria Santíssima. O território da Província, que inicialmente se extendia por todo o Estado Pontifício, as Duas Sicílias e Malta, foi, com o nascimento de outras Províncias, restringindo-se a Lazio, Umbria e Abruzzo.
No início do século XX, depois que a Ordem conhece um período longo de perseguições e renasce com a unificação das Congregações Italiana e Espanhola, a Província Romana cresce e assume a Missão do Líbano e da Síria em 1908. Em 1911 inicia a Missão no Brasil. Em 1968 assume a Missão no Congo. Todas as três missões tiveram pleno êxito, tornando-se independentes da Província com o crescimento das vocações locais.

Centenário da chegada dos Descalços no Sudeste
















Em vistas da celebração do centenário da chegada dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil a celebrar-se a partir do próximo ano, tentaremos escrever um pequeno histórico daqueles inícios, a partir de pesquisas em livros e revistas da Ordem, da Província Romana e de anotações feitas pelo nosso frei Mariano Júnior, atualmente empenhado no resgate de nossa história.
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Pequeno histórico da chegada dos frades Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil
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1. A pedido de D. Assis
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D. Antônio Augusto de Assis, nascido em 1863 na cidade de Lagoa Dourada (MG), foi nomeado Bispo Titular de Sura e Coadjutor de Pouso Alegre (MG) em 10 de julho de 1907, sendo o bispo diocesano D. João Batista Correa Nery. Com a transferência de Dom Nery para sua terra natal, Campinas, que fora escolhida para sediar uma das primeiras dioceses do interior paulista, Dom Assis foi nomeado Vigário Capitular de Pouso Alegre, em outubro de 1907, e nesta qualidade regeu a Diocese até maio de 1909. Em 27 de janeiro de 1909, foi nomeado como segundo Bispo de Pouso Alegre, tomando posse a 17 de novembro deste mesmo ano. A diocese de Pouso Alegre, criada em 1900, era a chamada "diocese do sul de minas", fazendo divisa com as dioceses de São Paulo e Mariana.

Estando à frente da Diocese D. Assis empenhou-se em prover um imenso território e mais de 800.000 pessoas de sacerdotes e missionários. Além de fomentar o clero local D. Assis era aberto reconhecia a importância da presença de religiosos na diocese e, no curto espaço do seu bispado, foi em busca dos consagrados para atuarem no seminário e no colégio diocesano e para assumirem a missão na região de Córrego. Para o seminário chamou os Missionários do Sagrado Coração, única família religiosa masculina presente em todo o território da atual arquidiocese, que chegaram em maio de 1911. Para a missão chamou os Carmelitas Descalços.

Seu contato para trazer os Descalços para o Sul de Minas foi com o Cardeal Gaetano de Loi, então protetor da Ordem. O Cardeal entra então em contato com o Provincial Romano que iniciará o processo de decisão na Província até o envio dos primeiros missionários ao local.
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O desejo de o bispo de Pouso Alegre ter os carmelitas pode explicar-se pelo devotamento que o bispo tinha ao Carmelo, talvez desde a época em que fora pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Borda da Mata, na mesma região de Pouso Alegre. O Carmelo vai-lhe coroar a trajetória como bispo - em 1916 deixa a Diocese de Pouso Alegre para assumir a nova diocese de Guaxupé (a diocese possui três paróquias dedicadas a Nossa Senhora do Carmo); em 1918 vai para Mariana, como auxiliar de D. Silvério; com a morte de D. Silvério, D. Assis decidiu morar no Rio de Janeiro, no convento da Ajuda; mas, em 1931, com 68 anos, foi designado para assumir a então recém-criada diocese de Jaboticabal, no interior de S. Paulo, sendo seu primeiro bispo. Aí D. Assis falecera em 1961. Depois de ter sido enterrado na Catedral de São João del-Rei (MG), seus restos mortais foram transferidos para a Catedral de Jaboticabal, dedicada à Gloriosa Virgem Maria do Monte Carmelo, onde repousa aos pés da excelsa Mãe a quem tanto amou.

NOVO DICIONÁRIO SOBRE SANTA TERESA - organizador Frei Patrício Sciadini

















Para ajudar-nos em nossa preparação para o Vº Centenário de Santa Teresa em 2015, as Edições Carmelitanas, em parceria com editoras católicas, lançou nesta semana o DICIONÁRIO DE SANTA TERESA, em português, sob a coordenação de Fr. Patrício Sciadini. Está previsto para data bem próxima também a publicação do LIVRO DA VIDA, separado das obras completas, pela Paulus Editora, informou fr. Patrício, diretor das Edições. O Livro da Vida é a obra de Santa Madre que releremos no ano de 2010.

Mais de setenta mil jovens no Santuário de Santa Teresa dos Andes











CARDEAL ERRÁZURIZ PEDE QUE SE SEMEIE A ALEGRIA NOS CRISTÃOS INDIFERENTES



SANTIAGO, segunda-feira, 19 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Francico Javier Errázuriz, arcebispo de Santiago, pediu aos mais de setenta mil jovens que peregrinaram neste sábado ao Santuário de Auco ser luz de Cristo para o mundo.
“Vocês sabem quanta gente realmente não vive com plenitude o fato de ser cristão, em quantos deles não há alegria e em quantos deles se percebe indiferença e tristeza”, disse-lhes durante a Eucaristia celebrada na explanada do Santuário.
“Queremos ser luz do mundo por nosso espírito de serviço, também porque queremos semear esperança e alegria – acrescentou. Nossa missão, então, é que também eles sejam luz do mundo e por isso nosso trabalho é conduzi-los a Jesus”.
A Missa foi o momento culminante da tradicional peregrinação anual de jovens procedentes de todo Chile ao Santuário de Santa Teresa dos Andes.
Os peregrinos caminharam 27 quilômetros na referência do testemunho de Santa Teresa de Los Andes, e sob o lema “Luz de Cristo para o mundo”, inspirado na mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões deste ano.
Durante o caminho, os peregrinos se encontraram com doze estações que lhes motivaram com sinais, cantos e lemas que lhes convidavam a celebrar e renovar sua fé em Jesus.
Também, quatro jovens copiaram o Evangelho do Chile, transcrevendo os versículos da Carta aos Hebreus.
Sobre este ato simbólico, o cardeal assinalou depois na homilia da Missa que “o grande presente” que a Igreja quer dar ao país em tempos de bicentenário “é que sejamos Evangelho vivo”.
“Que essa palavra que os jovens escreveram sobre essa folha for palavra escrita em nossa vida, em nosso coração e em nossas ações”, pediu.
“Queremos ser luz do mundo precisamente fazendo que o Evangelho viva em nossa pátria e que novamente a cultura inteira seja um espaço de amor, de esperança, de justiça, de paz e de verdade”, afirmou.
A história da peregrinação “De Chacabuco ao Carmelo! Um caminho de santidade” remonta a 1989, em que se efetuou o primeiro percurso.
A celebração, que a cada 17 de outubro convoca dezenas de milhares de jovens, está organizada pela Igreja de Santiago através do Vicariato da Esperança Jovem, em conjunto com o Santuário de Santa Teresa dos Andes.

fonte: zenit.com

Convidarão o Papa Bento XVI para os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Ávila




ÁVILA, 16 Out. 09 / 10:21 am (ACI).- O Bispo de Ávila, Dom Jesus García Burillo, anunciou que se cursará um convite ao Papa Bento XVI para que visite a diocese em 2015 com motivo do 5º Centenário do nascimento de Santa Teresa, e se pedirá à Santa Sé "a declaração de Ano Jubilar para estas datas".

"Ainda sabendo da dificuldade que entranha a realização deste desejo, será feito um convite formal solicitando a graça inestimável de sua presença entre nós", anunciou o Prelado durante a celebração da festividade de Santa Teresa, cuja Missa esteve presidida pelo Arcebispo Emérito de Valência, Cardeal Agustín García-Gasco.

Dom García Burillo expressou seu "mais profundo desejo de que Sua Santidade o Papa pudesse visitar Ávila em dito Centenário, como já o fez seu predecessor João Paulo II em 1982, com motivo da clausura do IV Centenário da morte da Santa Teresa".

Com respeito à solicitude de Ano Jubilar, o Bispo de Ávila assegurou que se trata de "um tempo em que a Igreja Católica concederia singulares graças espirituais aos fiéis com motivo do aniversário do nascimento da Doutora da Igreja".

Dom Burillo se dirigiu aos fiéis e autoridades locais, e os convidou a unir-se ativamente na preparação do 5º Centenário do nascimento de Santa Teresa.

"Convido a todos a unir-se a este tempo de preparação (...) no qual já estão comprometidos o Bispado de Ávila e a Ordem do Carmelo Descalço", manifestou.


fonte: www.acidigital.com

Dia do professor tem origem na Solenidade de Santa MAdre Teresa de Jesus


A origem do dia do professor

20/10/2009 - 08h50m
Sebastião Abiceu
Professor

Conforme o site http://www.unigente.com/professor, a origem do dia do professor ocorreu de acordo com o fragmento abaixo:

Em 15 de outubro de 1827 (no dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial no sentido de que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Surgiu apenas em 1947, exatamente 120 anos após o referido decreto, a primeira comemoração de um dia todo dedicado ao Professor. Foi em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de se organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro - data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização.

Era na Escola Normal Oficial de Piracicaba (atual Instituto de Educação Sud Menucci), onde tinha ele estudado e por onde se formavam professores para o ensino básico. O diretor, Onofre Penteado, gostou da iniciativa. A festa foi um sucesso. No ano seguinte, o jornal “A Gazeta” fez a cobertura do acontecimento, que já contava com a adesão de um colégio vizinho: o Pais Leme, que ficava na esquina da Rua Augusta com a Av. Paulista. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

No dia 15 de outubro de 2009, completa 62 anos a primeira comemoração do dia do professor. Devemos aproveitar esta data para refletirmos sobre a nossa condição político profissional no contexto desta sociedade. Em países mais desenvolvidos os professores são cidadãos altamente respeitados, são vistos como aqueles que constroem, juntamente com as famílias do educando, a base da sociedade, construção que se faz não só em termos acadêmicos, mas acima de tudo, na edificação de valores morais e éticos. Infelizmente o mesmo não acontece aqui, no país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, onde nossos governantes e grande parte da sociedade não dispensam esse mesmo tratamento a nossa classe. Aqui a educação, na maioria das vezes, é tratada como um grande negócio, uma educação puramente mercadológica, onde um projeto de educação humanista tem pouco ou quase nenhum valor. Bom professor para muitos é aquele que tem suas dicas contempladas nas provas dos vestibulares (os quais merecem todo o nosso respeito). E aqueles que ajudaram a construir a base acadêmica? As nossas professoras alfabetizadoras, professoras das primeiras letras?

Nesta oportunidade, quero pedir licença ao leitor e abrir espaço para homenagear a todos os colegas professores nas pessoas da dona Fiinha ( como era carinhosamente chamada pelos seus alunos), responsável pela primeira sala da aula multisseriada criada na localidade de “Garajau”, em Estreito de Miralta, distrito de Montes Claros, em 1964, que hoje foi transformada na E.M. Irmã Beata, da dona Eugênia Versiani e dona Zildete Versiani, do Grupo Escolar Belvinda Ribeiro, no bairro Santos Reis, da dona Adalcíria Sarmento, do Grupo Escolar Dona Quita Pereira, na antiga Vila Ipê, hoje bairro Edgar Pereira, da professora de Geografia dona Eunice Carneiro, fundadora da sala multisseriada que deu origem a E.E. Dr. Carlos Albuquerque, localizada no bairro Maracanã, para mim eternas mestras. Algumas delas já foram convocadas para compor o corpo docente celestial, atendendo ao convite do Mestre Maior, partiram sem alarde, para continuar sua missão de educadoras, deixando apenas, na memória de cada um dos seus alunos,
um rastro de saudade.

Voltando a nossa reflexão, ressaltamos que, mesmo diante de tantos descasos, tantas mentiras, é preciso acreditar, assim como Monteiro Lobato, que “um país se faz com homens e livros”, e que somos os maiores artífices desta construção. Por mais que queiram derrubar nossa auto-estima é preciso encontrar motivos para levantá-la e continuarmos caminhando olhando sempre para o horizonte, pois ele é uma grande utopia. Como bem disse a filósofa Terezinha Rios, utopia não é o impossível, não é ilusão, e sim aquilo que ainda não foi possível conquistar. Dentro desse contexto, para que serve o horizonte? Para que possamos continuar caminhando, com o desejo de conquistar o que desejamos e acreditamos que é indispensável, NOSSA DIGNIDADE PROFISSIONAL. Não podemos jamais desistir dos nossos sonhos, dos nossos ideais. É preciso que continuemos contagiando o nosso educando, incentivando-o a sonhar e sonharmos juntos, com um país mais desenvolvido, acima tudo, mais humano, mais ético, mais fraterno.


fonte: www.onorte.net/noticias

Um testemunho vocacional...



Santo Deus! Já fazem uns quatro anos desde que fui ao Carmelo em BH.
Bom, hoje eu estou com 20 anos, estou no terceiro ano do curso de Física Biológica na Unesp, campus de São José do Rio Preto. Acredito que amadureci muito nesses anos, tive várias experiências importantes para isso. Eu me mudei de Potirendaba em julho de 2006, passei a morar em José Bonifácio. Terminei naquele ano o terceiro colegial e prestei o vestibular. Passei e comecei meus estudos em 2007, sempre gostei da ciência e me interessava muito a física. Continuei pensando bastante no Carmelo e pedindo a Deus que me iluminasse. Acredito que os fatos em minha vida são guiados pelo bom Deus, pois só o que desejo é agradá-lo em tudo o que faço. Desde que entrei na faculdade, senti que talvez o melhor lugar onde eu poderia servir a Deus e ao próximo fosse a universidade. Eu tenho buscado ser presença de Deus onde estou, com gestos e postura de um católico que ama a Deus e ao próximo, levando a espiritualidade junto comigo. Eu estou muito interessado em fisica teórica, penso em fazer mestrado, doutorado e tentar um dia ser professor aqui mesmo na Unesp.
Também estou pensando em namorar. Desde que eu comecei a pensar em ser carmelita eu nunca mais namorei. Minha prima, da minha idade, se casou a um tempo e teve um filho. Eu confesso que senti uma "santa inveja" dela, fiquei muito feliz por ela no casamento, e quando eu vi a criança, a casa dela e a maneira como ela está vivendo agora. Uma vida simples, com a família. Eu gosto muito de crianças, eu adoraria ter filhos, se dependesse só de mim teria uns cinco. Acho que quero me casar e constituir uma família. Tenho pensado e meditado sobre algo que achei ser fantástico: que a Vontade de Deus nada mais é que sejamos felizes. Se pensarmos assim, chegaremos a conclusão de que a única forma de sermos felizes é se formos santos e para sermos santos é necessário seguir o que Jesus nos ensinou, que nada mais é do que Amor. Assim, amar é a vocação primeira de todo cristão, para glória de Deus, pois ser feliz é dar glória a Deus que nos criou para sermos felizes! Entendo o que Santa Teresinha quis dizer quando abraçou essa vocação ao Amor.
Minha conclusão é que finalmente sou capaz de tomar uma decisão em minha vida. Acho que compliquei demais algo que era simples. Mas eu agora entendo que essa é a missão de um acompanhamento vocacional, mesmo que eu não tenha dado notícias e pareça que eu não tenha pedido conselhos, foi por ter feito esse compromisso com o Carmelo que eu fui capaz de pensar bastante e meditar sobre a minha vida e o que eu quero para ela. Qual a melhor maneira de ser feliz? Depois de quatro anos eu descobri que para mim é me tornando um bom Físico e um bom Professor, e me tornando um Pai dedicado e esposo amável, constituíndo uma família santa para amar e servir a Deus. Essa será a minha escolha, posso dizer que é o que quero para mim.
Eu só tenho o que agradecer a vocês carmelitas por não desistirem de mim, embora eu tenha dado motivos para isso. O Carmelo sempre será para mim a mais bela de todas as vocações à vida religiosa e sentirei sempre orgulho por ter feito parte dessa família. Sou um carmelita de coração, devoto de Nossa Senhora do Carmo, de São João da Cruz e de todos os santos carmelitas e sempre levarei comigo essa espiritualidade tão linda que aprendi a amar.

Muito Obrigado por tudo, que o bom Deus abençoe a todos e que Nossa Senhora sempre nos cubra com seu manto de Mãe.


Davi.

Jantar com os frades

Jantar com os Frades

Neste dia 31 de outubro foi realizado com a comunidade paroquial de Nossa Senhora Auxiliadora, membros da Ordem Secular Carmelitana, vocacionados ao Carmelo Descalço e amigos do Carmelo, um jantar onde as pessoas se encontraram como família no Carmelo Teresiano. Foi um grande sucesso! Esperemos o próximo no ano que vem!
Veja como foram os preparativos.