quinta-feira, 19 de agosto de 2010

AO SOPRO DO ESPÍRITO




Alegria infinita
"Pois este poder expansivo que é Deus encontra sua alegria assim a gerar, toda a sua alegria em produzir...
Existe apenas um ato infinito, um fruto infinito que pode satisfazê-lo, pois ele é infinito. A geração do Verbo dá ao Pai uma alegria infinita, a processão do Espírito Santo dá às duas Pessoas, o Pai e o Filho, uma alegria infinita.
E isso não se produz no tempo, num  momento determinado; isso foi sempre, Deus foi sempre assim, ele não começou. A geração do Verbo não começou, a processão do Espírito Santo não começou, a felicidade de Deus não começou: ele foi sempre assim, nós o devemos crer. Ele foi sempre, e sua felicidade é infinita, na medida de sua "obra"; infinita, porque sua geração e essa processão são infinitas também, elas não têm limites, elas não vão cessar. Deus gerará sempre, o Espírito Santo jorrará sempre, a aspiração de amor jorrará do Pai e do Filho de maneira incessante, sempre, sempre... E Deus é sempre feliz, Deus é infinitamente feliz. Eis aí a felicidade de Deus!
Como é bom para nós, não é mesmo, lançar às vezes um olhar sobre essa felicidade de Deus! Alegria pacífica, alegria triunfante, felicidade que nada esgota, alegria serena... Não há tempestade: a geração, a aspiração não produz tempestade, ela é um efeito da plenitude de Deus, ela não ultrapassa suas forças. Não há que forçar, não há nada a estourar de alguma forma para aspirar o amor, aspirar o Espírito Santo. Não, isso é normal,isso sobe. 
Eis a felicidade de Deus, felicidade infinita que devemos considerar e procurar opor a todas as nossas mudanças, a todos os desconcertos do mundo, a todas as ondas do pessimismo que sentimos diante das infelicidades que nos ameaçam ou que já chegaram até nós. Dizer: "Deus é feliz!" Este oceano, este braseiro infinito que é Deus, nós podemos contemplá-lo, nós somos destinados a unir-nos a ele: é a nossa pátria."

Este é um trecho do livro, AO SOPRO DO ESPÍRITO - oração e ação, de nosso irmão carmelita, Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus, publicado pela Paulus.
Postar um comentário