sexta-feira, 12 de julho de 2013

...e ela enamorou-se de Deus.


13 de julho - Na Ordem do Carmelo Descalço
Memória de Santa Teresa de Jesus dos Andes

Ela enamorou-se de Deus...
Amou a vida, amou o mundo, amou a Deus
e fez Dele sua alegria infinita.

 Entre os Santos intercessores da JMJ temos Santa Teresa de Jesus de Los Andes, uma JOVEM monja carmelita descalça que se apresenta a nós como modelo de adesão ao Evangelho. Sua vida mostra-nos a radicalidade de sua opção por Cristo, vivida até às últimas conseqüências e nos motiva para um seguimento mais radical do Senhor como proposta que vale a pena e que pode certamente nos fazer muito feliz, sendo Deus mesmo amor e alegria.
Desde muito criança abriu-se completamente à vida da graça, direcionando para Deus todo seu afeto e amor como o único que poderia saciar o desejo de seu coração. Na experiência do dia-a-dia vivenciou a presença de Deus de maneira próxima e terna e, nessa relação Ele a cativou completamente e ela enamorou-se Dele. Conhecendo-o, amou-o e amando-o entregou-se a Ele sem reservar nada para si, como é a máxima dos corações generosos, que se doam até à última gota e no fim ainda pensam que nada fizeram em vista de tudo aquilo que receberam em Graças Daquele que é o Sumo Bem.
Teresa dos Andes procurou agradar ao Senhor mais com as obras do que com as palavras, pois como sua Santa padroeira, a grande Teresa de Jesus, ela sabia que sentimento e palavras são coisas que logo passam e que o amor se manifesta nas obras e se ele de fato existe, sendo muito ou pouco, sempre se manifesta. Deus foi sempre a motivação mais profunda e verdadeira de sua vida e à sua luz olhou o mundo e a vida, olhou a si mesma e percebeu como que num processo de exigência interior que era necessário morrer para si mesma, para que pudesse resplandecer apenas Deus. Assim, consegue sanar seu caráter orgulhoso e seus defeitos num reconhecimento sincero de sua pequenez ante a grandeza de Deus, que pode fazer maravilhas, mesmo nas migalhas que lhe oferecemos.
A santidade de sua vida resplandeceu nas ações mais comuns: família, colégio, no contato com as amigas, no zelo apostólico e no grande compromisso com as missões. Jovial, alegre, comunicativa, pela ascese e oração, ainda adolescente alcançou um grande equilíbrio psicológico e espiritual – em tudo isso o que se destaca é que ela nunca tirou os olhos de seu único ideal: Cristo. Procurou unir-se plenamente a Ele. O que viveu no Convento entre as Carmelitas Descalças do Mosteiro do Espírito Santo foi apenas o coroamento de toda uma vida marcada pela presença de Deus, do mesmo Deus que ela irradiava pela serenidade de seu rosto e de Quem ela fez sempre sua doce companhia.
Pedimos a sua intercessão para que sejamos contemplativos de Cristo.


Frei Ronan do Sagrado Coração de Jesus, ocd.
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