sábado, 16 de julho de 2011

NOSSA SENHORA DO CARMO




A Sagrada Escritura exalta a beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel em Deus vivo. Aí, junto à fonte que tomou o nome do profeta, estabeleceram-se, pelos fins do século XII, alguns eremitas que construíram um oratório em honra da Mãe de Deus, escolhendo-a como padroeira e titular. Consideram-na como mãe e modelo e disto tiveram comprovada experiência: primeiro, na prática contemplativa e, depois, no dom aos irmãos riquezas adquiridas na comunhão com Deus. Por isso, foram chamados “Irmãos de Santa Maria do Monte Carmelo”. A comemoração solene celebrada, em diversos lugares, já no século XIV, propagou-se pouco a pouco, por toda a Ordem como sinal de gratidão dos “Irmãos” pelos inumeráveis benefícios concedidos pela Santíssima Mãe de Deus à “sua família”. (Liturgia das Horas da Ordem do Carmelo Descalço, p. 69).

O ESCAPULÁRIO É ESSENCIALMENTE UM HÁBITO
(Trecho da Carta de João Paulo II ao Carmelo, por ocasião da comemoração dos 750 anos do Santo Escapulário).
No sinal do Escapulário se evidencia uma síntese eficaz de espiritualidade mariana que alimenta a devoção dos crentes, fazendo-lhes sensíveis à presença amorosa da Virgem Maria em suas vidas.
O Escapulário é essencialmente um “hábito”. Quem recebe é agregado ou associado em um grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmelo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja “(cf. Jr 2,7), e experimenta a presença doce e materna de Maria, no compromisso cotidiano de revestir-se interiormente de Jesus Cristo e de manifestá-lo vivo em si para o bem da Igreja e de toda a humanidade.

Duas, portanto, são as verdades evocadas no sinal do Escapulário: por uma parte, a proteção contínua da Virgem Santíssima, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento de transição até a plenitude da glória eterna; por outra, a consciência de que a devoção a Ela não pode limitar-se a orações e favores em sua honra em algumas circunstâncias, mas deve constituir um “hábito”, como que um tecer permanente da própria conduta cristã, entrelaçada de oração e de vida interior, mediante a frequente prática dos Sacramentos e o concreto exercício das obras de misericórdia espiritual e corporal.
Deste modo o Escapulário se converte em sinal de “aliança” e de comunhão  recíproca entre Maria e os fiéis: de fato, traduz de maneira concreta a entrega que Jesus, desde a cruz, fez a João, e nele a todos nós, de sua mãe, e a entrega do apóstolo predileto e de nós a Ela, constituída como nossa Mãe espiritual.


Também eu levo sobre meu coração, desde há tanto tempo, o Escapulário do Carmo!
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