domingo, 25 de dezembro de 2011

"E O VERBO SE FEZ CARNE"

Edith Stein




“E o Verbo se fez carne”. Isto se tornou realidade no estábulo de Belém. Mas cumpriu-se ainda de outra maneira. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, este terá a vida eterna”. O Salvador que sabe que somos e permanecemos humanos, tendo que lutar dia após dia, com fraquezas, vem em auxílio da nossa humanidade de maneira verdadeiramente divina. Assim como o corpo terrestre precisa do pão cotidiano, assim também a vida divina em nós precisa ser alimentada constantemente. “Este é o pão vivo que desceu do céu”. Quem come deste pão todos os dias, neste se realizará, diariamente, o mistério do Natal, a Encarnação do Verbo. E este, certamente, é o caminho mais seguro, para se tornar “um com Deus” e de penetrar dia a dia de maneira mais firme e mais profunda no Corpo Místico de Cristo. Eu sei que para muitos pode parecer um desejo por demais radical. Para a maioria, isto significa, começar de novo, uma reorganização de toda a vida interna e externa. Mas deve ser assim! Na nossa vida deve se criar espaço para o Cristo eucarístico, para que Ele possa transformar a nossa vida na sua vida: será que é exigir demais? A gente tem tempo para tantas coisas fúteis, tantas coisas inúteis: ler livros, revistas, jornais, freqüentar restaurantes, conversar na rua 15 ou 30 minutos, tudo isto são “dispersões”, onde esbanjamos tempo e força. Não se poderá reservar uma hora pela manhã, para se concentrar, e ganhar força, para enfrentar o resto do dia? Mas, na verdade, é necessário mais que uma hora. Devemos viver de tal maneira, que uma hora se suceda à outra e estas, prepararem as que vierem. Assim, não será mais possível “deixar-se levar” mesmo temporariamente pelo afã do dia. Com quem se vive diariamente, não se pode desconsiderar o seu julgamento. Mesmo sem dizer palavras, percebemos como os outros nos consideram. Tentamos nos adaptar conforme o ambiente e, se não conseguimos, a convivência se torna um tormento. Assim também acontece na comunicação diária com o Senhor. Tornamo-nos cada vez mais sensíveis àquilo que Lhe agrada ou desagrada. Se antes, estávamos mais ou menos contentes com nós mesmos, agora isto se torna diferente. E descobriremos em nós muita coisa que precisa ser melhorada e outras que às vezes, são quase impossíveis de serem mudadas.
Assim nos tornaremos pequenos, humildes, pacientes e condescendentes com o “cisco no olho de nosso próximo”, pois a “trave” no nosso olho nos incomoda. Finalmente, aprenderemos a aceitar-nos tal qual somos à luz da presença divina e a nos entregar à divina misericórdia, que poderá vencer tudo aquilo que está além de nossas forças. (Trecho do capítulo IV do livro "O MISTÉRIO DO NATAL" de Edith Stein).

sábado, 24 de dezembro de 2011

Bispos Carmelitas Descalços no Brasil



Dom Rubens não é o primeiro carmelita descalço a ser bispo no Brasil. Já tivemos alguns outros: Dom Frei Luís de Santa Teresa, sétimo bispo de Pernambuco; Dom Frei João da Cruz, quinto bispo do Rio de Janeiro; Dom Frei Manoel de Santa Inês, nono bispo da Bahia e primeiro arcebispo; em 1780, Dom Frei José do Menino Jesus, décimo bispo da Diocese do Maranhão; e Dom Antônio do Carmo Cheuiche, nomeado bispo auxiliar da Diocese de Santa Maria, no dia 2 de abril de 1969.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

NOSSO PROVINCIAL FOI NOMEADO BISPO

Nesta última quarta feira, Frei Rubens Sevilha, nosso Padre Provincial, foi nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória pelo Papa Bento XVI. Nasceu em Taraby (SP), cursou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira dos Jesuítas em São Paulo e Teologia no Colégio Teológico Internacional do Teresianum em Roma. Foi ordenado em 19 de outubro de 1985 e exerceu as seguintes atividades: Mestre dos postulantes, em Caratinga (MG); Mestre de noviços, em São Roque(SP); Provincial dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil em 1996. Assistente Espiritual da Associação Santa Teresa das Monjas Carmelitas Descalças; conselheiro da província e pároco da paróquia Santa Teresinha de Higienópolis, em São Paulo; reitor da Basílica de Santa Teresinha no Rio de Janeiro e, novamente, provincial dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil até sua nomeação episcopal. Sua ordenação episcopal está marcada para o dia 18 de março, às 9 da manhã, na Catedral de Vitória-ES, juntamente com o Padre Joaquim Valdimir Lopes Dias, também nomeado auxiliar para mesma Igreja Particular.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

RENOVAÇÃO E PROFISSÃO SIMPLES


No dia 14 de dezembro, na Solenidade de nosso Pai São João da Cruz, os frades de profissão simples renovaram seus votos na capela Nossa Senhora Aparecida, no Mosteiro das Monjas Carmelitas de Belo Horizonte. À noite, na capela de Nossa Senhora da Piedade, em Piedade de Caratinga, os noviços Frei Washington, Frei Emanuel e Frei José fizeram a primeira profissão dos conselhos evangélicos. Só publicamos as fotos do último evento.




ENCONTRO VOCACIONAL EM CARATINGA - MG

 
Durante os dias 12 a 16 de dezembro, no Convento Nossa Senhora do Carmo, em Caratinga, MG, aconteceu nosso encontro vocacional anual. Participaram jovens de alguns lugares do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Ceará e Brasília. Foi um momento riquíssimo de discernimento vocacional. Agradecemos aos frades responsáveis pela Pastoral Vocacional pelo empenho; também agradecemos ao Frei Jorge pela acolhida dos vocacionados e frades no Convento Nossa Senhora do Carmo.
VENHA SER CARMELITA DESCALÇO! Escreva-nos: carmelodescalco@gmail.com



RETIRO DE RENOVAÇÃO E PROFISSÃO

Durante os dias 5 a 11 de dezembro fizeram retiro de renovação (professos simples) e profissão (noviços) na Serra da Piedade, em Caeté, MG, pregado pelo nosso Provincial Frei Rubens Sevilha e pelo prior do Convento Santa Teresa Frei Marlon. Durante o retiro, Frei Fabiano, Frei Claudiano e Frei Francinaldo receberam o Leitorado pelas mãos de nosso Provincial Frei Rubens Sevilha.






segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ORDENAÇÃO PRESBITERAL DE FREI EVERALDO E FREI RONAN


No dia 04 de dezembro de 2011, na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, do Carmelo de Belo Horizonte, Frei Everaldo da Virgem de Belém e Frei Ronan do Sagrado Coração de Jesus foram ordenados presbíteros pela oração da Igreja e imposição das mãos de Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG.

Frei Everaldo e Frei Ronan entraram para o Carmelo no ano 2003. Fizeram o postulantado em 2003; noviciado, 2004; Filosofia, 2005 a 2007; e Teologia, 2008 a 2011. 





quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CENTENÁRIO DOS FRADES - Depoimentos dos vocacionados

Estavam presentes dois vocacionados na comemoração do Centenário da chega dos Frades no Sul e Sudeste do Brasil: Victor Emmanuel, de Teresina – PI, representando o Nordeste, e Vinícius Píres Caires, de Praia Grande – SP, representando o Sudeste. Pedimos a eles que dessem seus depoimentos sobre a Missa do Centenário:

"Sempre que falo sobre o Carmelo Descalço, imagino em meu coração uma luz que se acendeu no coração de Santa Teresa e de São João da Cruz, e que há cem anos veio iluminar a terra de Santa Cruz. Poder participar desta festa, em ação de graças, junto com a Mãe Aparecida, para mim é e sempre será uma alegria, que, como o servo que multiplicou talentos, posso partilhar com meus irmãos do Carmelo, como humilde trabalhador da vinha do Senhor, vinha que é nossa alegria, nossa beatitude!"

Vinícius Caires, 15 anos, de Praia Grande- SP


"Era um sábado, depois de Vésperas, instante em que o costume é rezar nos Carmelos a Salve Regina, um redentorista tentava explicar aos romeiros o motivo da ação de graças.
Santuário cheio, cheio de religiosas e fiéis também em júbilo: religiosas mensageiras e servas, fiéis benfeitores, amantes e vocacionados. Havia religiosos em romaria, o monte e foram à casa da Mãe. Os sinos badalavam, as pessoas cantavam... passavam em cortejo os irmãos descalços da Virgem Maria "Aparecida", sacerdotes e diáconos, frades estudantes e noviços.
Santa Missa presidida por um bispo amigo do Monte, nos Provérbios, um jovem identificava com emoção a figura da reformadora. Quase ao término, mais um cortejo: os noviços e estudantes do grupo dos frades do altar, levavam com solenidade a Virgem Maria, do Monte Carmelo, de Imaculada Conceição, Aparecida, sua Irmã Santíssima."

Victor Emmanuel Araújo de Oliveira Cunha,  18 anos, de Teresina - PI


sábado, 5 de novembro de 2011

VISÃO DE CÉU DE DOM LUCIANO MENDES


Para a comemoração do dia de todos os Santos, a equipe do Blog da Pastoral Vocacional preparou uma matéria sobre a visão do Céu de Dom Luciano Mendes. Transcrevemos o seguinte texto a partir de uma conferência dada por D. Luciano Mendes ao Terceiro Setor do Ministério Público de Minas Gerais, disponível no youtube.

"Qual sua visão de céu? Céu é um lugar onde vai ter tudo, é isso? Céu é um lugar onde você projeta todos os seus egoísmos? Eu estava um dia perguntando a Deus como era o céu... Queria ver o céu... Um dia sonhei com o Céu. Achei bonito o Céu. Tinha um pessoal calmo lá, ouvindo àquelas poesias bonitas sertanejas, tudo lá cantando, tranqüilo, num bem estar, numa paz, numa harmonia. Eu disse: que coisa mais bonita o Céu. Quando eu percebi, eu estava atrás de uma árvore. Eu estava tão contente. Aí eu percebi que o Céu é você vê os outros felizes, é você se alegrar com a felicidade dos outros. Vocês já viram festa de formatura?... Houve tempo em que o pai e a mãe vinham para a formatura... o menino ou menina estava lá distraído com os colegas. Pareciam que o pai e mãe iam se formar, estavam tão felizes lá... Isso é o amor; essa é a nova civilização. 

Enquanto nós não tivermos a alegria de dar, de servir, de promover o outro, eu diria, de ajudar, nós não vamos entender a história; ela vai ser história de guerra, de conquistas, de mercado, de altas e baixas da bolsa. Vai ficar por aí. Mas se nós entendermos que a pessoa humana é feita para ser boa, para fazer o bem, para se alegrar com o bem dos outros, aí nós vamos entender que não é preciso ser rico para ser feliz. Basta amar. E amar o outro na sua maior necessidade, porque é aquele que mais precisa de você. De modo que a cidadania vai acontecer quando as pessoas exercitarem a alegria de amar e tiverem dentro de si como regra de vida: amar mais..."


Dom Luciano Mendes nasceu em 5 de outubro de 1930, no Rio de Janeiro; ordenado padre em 1958; ordenado bispo em 1976; morreu no dia 27 de agosto de 2006, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, em São Paulo. É reconhecido por ter sido muito inteligente e atuante no cuidado dos mais necessitados. Na Arquidiocese de Mariana, onde foi bispo, é aclamado de santo pelos fiéis. O seu túmulo é constantemente visitado. Após cinco anos de sua morte, a Arquidiocese de Mariana inicia o processo de beatificação. O pedido à Santa Sé foi assinado por mais de 300 bispos.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ENCONTRO DOS JOVENS SACERDOTES E ORDENAÇÃO DE FR. NORMÂNDIO





Entre os dias 2 e 8 de outubro, em nosso convento Elisabete da Trindade, em Brasília, os frades sacerdotes de até 10 anos de ordenação, participaram de um encontro promovido pela Província e organizado pelo anfitrião, fr. Cléber dos Santos, prior de Brasília. Os frades tiveram momentos de formação, de partilha, de testemunhos, de oração e confraternização.

No dia 9, domingo, às 9:30 h, na Capela do Mosteiro Nossa Senhora do Carmo, das nossas monjas de Brasília, fr. Normândio do Sagrado Coração de Jesus foi ordenado diácono, pela imposição das mãos de D. Osvino José Both, arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil.

Em seu convite de ordenação, fr. Normândio inseriu um trecho de um poema-oração da Beata Elisabete da Trindade, que fazemos nossa oração e que nosso frade assume como lema de seu ministério:

"Ó coração Sagrado do meu Salvador, Tu a quem adoro, a quem amo, Tu todo Amor, Bondade Suprema, só Tu possuís meu coração"

Fonte: http://provsjose.blogspot.com/2011/10/encontro-dos-jovens-sacerdotes-e.html

domingo, 2 de outubro de 2011

OS PAPAS DISSERAM DE TERESINHA...

Bento XV
“Desejamos que o segredo de santidade de Irmã Teresa do Menino Jesus não fique escondido para ninguém de nossos filhos” (1921).

Pio XI
“A partir de dentro de sua clausura, hoje Teresa fascina o mundo sob a magia de seu exemplo, exemplo de santidade que o mundo todo pode e deve entrar neste pequeno caminho – caminho de uma simplicidade de ouro, que de infantil só tem o nome – neste caminho de Infância Espiritual... A pequena Teresa hoje é a... Grande Santa Teresa” (1925).

Cardeal Pacelli (Pio XII)
“... A mais ilustre taumaturga dos tempos modernos...” (23/03/1938).

Angelo Giuseppe Roncalli (João XXIII)
“Jamais cessarei de bendizer e exaltar a Pequena Grande Santa que foi verdadeiramente, e a considero como a estrela propícia de minha missão na França. Está bem ao pé de seu altar, na capela que dedicaram a ela em Ankara, no centro da Turquia, que deixei no Oriente, onde passei vinte anos de ministério apostólico. Cada dia eu olhava sua imagem de mármore que se encontrava na Nunciatura, em minha capela privada; melhor ainda, minha oração se eleva ao seu espírito confiando-lhe minhas dificuldades e meus esforços no ministério da reconciliação e da paz que é minha missão ao serviço da Santa Igreja”.

Paulo VI
“Devem saber que eu fui batizado no ano 1897, no dia que morria Teresa Martin, na França, mais tarde Santa Teresa do Menino Jesus. Nos apontamentos pessoais que Teresa havia escrito antes de sua morte (cf D.E.), figurava o seguinte: Uma vez morta, eu desejaria ter no berço pequenos meninos batizados. Durante sua peregrinação a Roma, Teresa havia encontrado sacerdotes medíocres; em vez de criticá-los, decide a se colocar não na periferia, mas no centro, no único amor. E vou ler o que ela escreveu referente a isto na História de uma Alma. Naquele momento, o Papa abre as páginas da História de uma Alma, e ler a seguinte frase: Compreendi que o Amor encerrava a todas as vocações, que era tudo, que o Amor abraçava todas as épocas e todos os lugares. Exclamei: encontrei meu lugar na Igreja. Serei o Amor”.

Albino Luciani (João Paulo I)
“Querida pequena Teresa, eu tinha 17 anos quando li a tua autobiografia. Foi um trovão. Tu havias intitulado História primaveril de uma florzinha branca; tua biografia me pareceu como uma história de uma barra de aço, que expressava força de vontade, pela valentia e decisão que revelava. A partir do momento em que tu escolhias o caminho da consagração total a Deus, nada poderia impedir-te: nem a enfermidade, nem as oposições do exterior, nem as turbulências, nem a obscuridade interior”.
João Paulo II
“Ainda que Teresa não apresente um corpo doutrinal em acepção escrita, contudo particulares fulgores de doutrina derivam dos seus escritos que, como por um carisma do Espírito Santo, captam o núcleo da mensagem da revelação numa visão original e inédita, apresentando um ensinamento qualitativamente eminente”.

Bento XVI
“Teresa é um dos pequenos do Evangelho que se deixam conduzir por Deus na profundidade do seu Mistério. Uma guia para todos, sobretudo para aqueles que, no Povo de Deus, desempenham o ministério de teólogos. Com a humildade e caridade, a fé e a esperança, Teresa entra continuamente no coração da Sagrada Escritura que contém o Mistério de Cristo. E tal leitura da Bíblia, nutrida pela ciência do amor, não se opõe à ciência acadêmica. A ciência dos santos, de fato, da qual ela mesma fala na última página da História de uma alma, é a ciência mais alta”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Jesus maquiado, Jesus falsificado, Jesus inutilizado


DOM HENRIQUE SOARES, bispo auxiliar de Aracaju-SE



Eis, caro Internauta: nos Estados Unidos estão propondo um Jesus saradão, bem ao gosto da juventude atual. Seria um modo de atrair os jovens... Tentativas como esta, de modos diversos, surgem lá, na América do Norte, e por aqui também... Mas, atenção: nada disso condiz com o Evangelho! Não passa de ilusão, de moeda falsa. O único Jesus verdadeiro é aquele de sempre, crido, adorado, vivido, proclamado e testemunhado pela Igreja: o Filho de Deus feito homem, santíssimo, humaníssimo, por nós crucificado e ressuscitado! O resto é pirueta pastoral estéril e histérica, pesem as boas intenções...

Na verdade, somente o Jesus sem maquiagem salva, somente o Jesus nu e cru nos coloca em contato com a verdade que liberta. Um Jesus aprisionado nas nossas modas e nos nossos modismos é apenas uma caricatura de Jesus, um não Libertador, mas preso nas nossas próprias prisões...

 Não este!

      Ou este!

 Mas este! Este sim! Sem maquiagem!
E não há outro!