quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dia do professor tem origem na Solenidade de Santa MAdre Teresa de Jesus


A origem do dia do professor

20/10/2009 - 08h50m
Sebastião Abiceu
Professor

Conforme o site http://www.unigente.com/professor, a origem do dia do professor ocorreu de acordo com o fragmento abaixo:

Em 15 de outubro de 1827 (no dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial no sentido de que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Surgiu apenas em 1947, exatamente 120 anos após o referido decreto, a primeira comemoração de um dia todo dedicado ao Professor. Foi em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de se organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro - data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização.

Era na Escola Normal Oficial de Piracicaba (atual Instituto de Educação Sud Menucci), onde tinha ele estudado e por onde se formavam professores para o ensino básico. O diretor, Onofre Penteado, gostou da iniciativa. A festa foi um sucesso. No ano seguinte, o jornal “A Gazeta” fez a cobertura do acontecimento, que já contava com a adesão de um colégio vizinho: o Pais Leme, que ficava na esquina da Rua Augusta com a Av. Paulista. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

No dia 15 de outubro de 2009, completa 62 anos a primeira comemoração do dia do professor. Devemos aproveitar esta data para refletirmos sobre a nossa condição político profissional no contexto desta sociedade. Em países mais desenvolvidos os professores são cidadãos altamente respeitados, são vistos como aqueles que constroem, juntamente com as famílias do educando, a base da sociedade, construção que se faz não só em termos acadêmicos, mas acima de tudo, na edificação de valores morais e éticos. Infelizmente o mesmo não acontece aqui, no país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, onde nossos governantes e grande parte da sociedade não dispensam esse mesmo tratamento a nossa classe. Aqui a educação, na maioria das vezes, é tratada como um grande negócio, uma educação puramente mercadológica, onde um projeto de educação humanista tem pouco ou quase nenhum valor. Bom professor para muitos é aquele que tem suas dicas contempladas nas provas dos vestibulares (os quais merecem todo o nosso respeito). E aqueles que ajudaram a construir a base acadêmica? As nossas professoras alfabetizadoras, professoras das primeiras letras?

Nesta oportunidade, quero pedir licença ao leitor e abrir espaço para homenagear a todos os colegas professores nas pessoas da dona Fiinha ( como era carinhosamente chamada pelos seus alunos), responsável pela primeira sala da aula multisseriada criada na localidade de “Garajau”, em Estreito de Miralta, distrito de Montes Claros, em 1964, que hoje foi transformada na E.M. Irmã Beata, da dona Eugênia Versiani e dona Zildete Versiani, do Grupo Escolar Belvinda Ribeiro, no bairro Santos Reis, da dona Adalcíria Sarmento, do Grupo Escolar Dona Quita Pereira, na antiga Vila Ipê, hoje bairro Edgar Pereira, da professora de Geografia dona Eunice Carneiro, fundadora da sala multisseriada que deu origem a E.E. Dr. Carlos Albuquerque, localizada no bairro Maracanã, para mim eternas mestras. Algumas delas já foram convocadas para compor o corpo docente celestial, atendendo ao convite do Mestre Maior, partiram sem alarde, para continuar sua missão de educadoras, deixando apenas, na memória de cada um dos seus alunos,
um rastro de saudade.

Voltando a nossa reflexão, ressaltamos que, mesmo diante de tantos descasos, tantas mentiras, é preciso acreditar, assim como Monteiro Lobato, que “um país se faz com homens e livros”, e que somos os maiores artífices desta construção. Por mais que queiram derrubar nossa auto-estima é preciso encontrar motivos para levantá-la e continuarmos caminhando olhando sempre para o horizonte, pois ele é uma grande utopia. Como bem disse a filósofa Terezinha Rios, utopia não é o impossível, não é ilusão, e sim aquilo que ainda não foi possível conquistar. Dentro desse contexto, para que serve o horizonte? Para que possamos continuar caminhando, com o desejo de conquistar o que desejamos e acreditamos que é indispensável, NOSSA DIGNIDADE PROFISSIONAL. Não podemos jamais desistir dos nossos sonhos, dos nossos ideais. É preciso que continuemos contagiando o nosso educando, incentivando-o a sonhar e sonharmos juntos, com um país mais desenvolvido, acima tudo, mais humano, mais ético, mais fraterno.


fonte: www.onorte.net/noticias
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